domingo, 31 de outubro de 2010

Artigo de jornal russo sobre Portugal

In "Jornal de Negócios/Caldeirão de Bolsa":

Assunto: Artigo de jornal russo sobre Portugal
Nunca pensei ler algo semelhante no Pravda:
Jornal Pravda.ru


Foram tomadas medidas draconianas esta semana em Portugal, pelo Governo "liberal" de José Sócrates. Mais um caso de um outro governo de centro-direita pedindo ao povo Português a fazer sacrifícios, um apelo repetido vezes sem fim a esta nação trabalhadora, sofredora, historicamente deslizando cada vez mais para o atoleiro da miséria.


E não é, assim, porque eles são portugueses.


Vá o leitor ao Luxemburgo, que lidera todos os indicadores socioeconómicos, e vai descobrir que doze por cento da população é portuguesa, oriunda de um povo que construiu um império que se estendia por quatro continentes e que controlava o litoral desde Ceuta, na costa atlântica, contornando a costa africana até ao Cabo da Boa Esperança, a costa oriental da África, no Oceano Índico, o Mar Arábico, o Golfo da Pérsia, a costa ocidental da Índia e Sri Lanka. E foi o primeiro povo europeu a chegar ao Japão….e à Austrália.


Esta semana, o Primeiro Ministro José Sócrates lançou uma nova onda dos seus pacotes de austeridade, corte de salários e aumento do IVA, mais medidas cosméticas tomadas num clima de política de laboratório por académicos arrogantes e altivos desprovidos de qualquer contacto com o mundo real, um esteio na classe política elitista Português no Partido Social Democrata (PSD) e Partido Socialista (PS), gangorras de má gestão política que têm assolado o país desde anos 80.


O objectivo? Para reduzir o défice. Porquê?


Porque a União Europeia assim o diz. Mas é só a UE?


Não, não é. O maravilhoso sistema em que a União Europeia se deixou sugar, é aquele em que as agências de Ratings, Fitch, Moody's e Standard and Poor's, baseadas nos Estados Unidos da América (onde havia de ser?) virtual e fisicamente, controlam as políticas fiscais, económicas e sociais dos Estados-Membros da União Europeia através da atribuição das notações de crédito.


Com amigos como estes organismos e ainda Bruxelas, quem precisa de inimigos?


Sejamos honestos. A União Europeia é o resultado de um pacto forjado por uma França tremente e com medo, apavorada com a Alemanha depois das suas tropas invadiram o seu território três vezes em setenta anos, tomando Paris com facilidade, não só uma vez mas duas vezes, e por uma astuta Alemanha ansiosa para se reinventar após os anos de pesadelo de Hitler. A França tem a agricultura, a Alemanha ficou com os mercados para a sua indústria.


E Portugal? Olhem para as marcas de automóveis novos conduzidos pelos motoristas particulares para transportar exércitos de "assessores" (estes parecem ser imunes a cortes de gastos) e adivinhem de que país eles vêm? Não, eles não são Peugeot e Citroen ou Renault. Eles são os Mercedes e BMWs. Topo-de-gama, é claro.

Os sucessivos governos formados pelos dois principais partidos, PSD (Partido Social Democrata da direita) e PS (Socialista, do centro), têm sistematicamente jogado os interesses de Portugal e dos portugueses pelo esgoto abaixo, destruindo a sua agricultura (agricultores portugueses são pagos para não produzir!!) e a sua indústria (desapareceu!!) e sua pesca (arrastões espanhóis em águas lusas!!), a troco de quê?


O quê é que as contra-partidas renderam, a não ser a aniquilação total de qualquer possibilidade de criar emprego e riqueza numa base sustentável?


Aníbal Cavaco Silva, agora Presidente, mas primeiro-ministro durante uma década, entre 1985 e 1995, anos em que despejaram bilhões de euros através das suas mãos a partir dos fundos estruturais e do desenvolvimento da UE, é um excelente exemplo de um dos melhores políticos de Portugal. Eleito fundamentalmente porque ele é considerado "sério" e "honesto" (em terra de cegos, quem vê é rei), como se isso fosse um motivo para eleger um líder (que só em Portugal, é!!) e como se a maioria dos restantes políticos (PSD/PS) fossem um bando de sanguessugas e parasitas inúteis (que são), ele é o pai do défice público em Portugal e o campeão de gastos públicos.


A sua “política de betão” foi bem concebida, mas como sempre, mal planeada, o resultado de uma inapta, descoordenada e, às vezes inexistente localização no modelo governativo do departamento do Ordenamento do Território, vergado, como habitualmente, a interesses investidos que sugam o país e seu povo.


Uma grande parte dos fundos da UE foram canalizadas para a construção de pontes e auto-estradas para abrir o país a Lisboa, facilitando o transporte interno e fomentando a construção de parques industriais nas cidades do interior para atrair a grande parte da população que assentava no litoral.


O resultado concreto, foi que as pessoas agora tinham os meios para fugirem do interior e chegar ao litoral ainda mais rápido. Os parques industriais nunca ficaram repletos e as indústrias que foram criadas, em muitos casos já fecharam.


Uma grande percentagem do dinheiro dos contribuintes da UE vaporizou-se em empresas e esquemas fantasmas. Foram comprados Ferraris. Foram encomendados Lamborghini, Maserati. Foram organizadas caçadas de javalí em Espanha. Foram remodeladas casas particulares. O Governo e Aníbal Silva ficaram a observar, no seu primeiro mandato, enquanto o dinheiro foi desperdiçado. No seu segundo mandato, Aníbal Silva ficou a observar os membros do seu governo a perderem o controle e a participarem.


Então, ele tentou desesperadamente distanciar-se do seu próprio partido político.
E ele é um dos melhores?


Depois de Aníbal Silva veio o bem-intencionado e humanitário, António Guterres (PS), um excelente Alto Comissário para os Refugiados e um candidato perfeito para Secretário-Geral da ONU, mas um buraco negro em termos de (má) gestão financeira. Ele foi seguido pelo excelente diplomata, mas abominável primeiro-ministro José Barroso (PSD) (agora Presidente da Comissão da EU, “Eu vou ser primeiro-ministro, só que não sei quando”) que criou mais problemas com o seu discurso do que com os que resolveu, passou a batata quente para Pedro Lopes (PSD), que não tinha qualquer hipótese ou capacidade para governar e não viu a armadilha. Resultando em dois mandatos de José Sócrates; um Ministro do Ambiente competente, que até formou um bom governo de maioria e tentou corajosamente corrigir erros anteriores. Mas foi rapidamente asfixiado pelos interesses instalados.

 
Agora, as medidas de austeridade apresentadas por este primeiro-ministro, são o resultado da sua própria inépcia para enfrentar esses interesses, no período que antecedeu a última crise mundial do capitalismo (aquela em que os líderes financeiros do mundo foram buscar três triliões de dólares (???) de um dia para o outro para salvar uma mão cheia de banqueiros irresponsáveis, enquanto nada foi produzido para pagar pensões dignas, programas de saúde ou projetos de educação).


E, assim como seus antecessores, José Sócrates, agora com minoria, demonstra falta de inteligência emocional, permitindo que os seus ministros pratiquem e implementem políticas de laboratório, que obviamente serão contra-producentes.


O Pravda.Ru entrevistou 100 funcionários, cujos salários vão ser reduzidos. Aqui estão os resultados:


Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou trabalhar menos (94%).


Eles vão cortar o meu salário em 5%, por isso vou fazer o meu melhor para me aposentar cedo, mudar de emprego ou abandonar o país (5%)


Concordo com o sacrifício (1%)

Um por cento. Quanto ao aumento dos impostos, a reação imediata será que a economia encolhe ainda mais enquanto as pessoas começam a fazer reduções simbólicas, que multiplicado pela população de Portugal, 10 milhões, afetará a criação de postos de trabalho, implicando a obrigatoriedade do Estado a intervir e evidentemente enviará a economia para uma segunda (e no caso de Portugal, contínua) recessão.

 
Não é preciso ser cientista de física quântica para perceber isso. O idiota e avançado mental que sonhou com esses esquemas, tem os resultados num pedaço de papel, onde eles vão ficar!!


É verdade, as medidas são um sinal claro para as agências de rating, que o Governo de Portugal está disposto a tomar medidas fortes, mas à custa, como sempre, do povo português.


Quanto ao futuro, as pesquisas de opinião providenciam uma previsão de um retorno do Governo de Portugal para o PSD, enquanto os partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português) não conseguem convencer o eleitorado com as suas ideias e propostas.


Só em Portugal, a classe elitista dos políticos PSD/PS seria capaz de punir o povo por se atrever a ser independente. Essa classe, enviou os interesses de Portugal para o ralo, pediu sacrifícios ao longo de décadas, não produziu nada e continuou a massacrar o povo com mais castigos.


Esses traidores estão a levar cada vez mais portugueses a questionarem se não deveriam ter sido assimilados há séculos pela Espanha.


Que convidativo, o ditado português “Quem não está bem, que se mude”. Certos, bem longe de Portugal, como todos os que podem estão a fazer. Bons estudantes a jorrarem pelas fronteiras fora. Que comentário lamentável para um país maravilhoso, um povo fantástico e uma classe política abominável.


Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru

Ver:

If it isn't Portugal, then it must be the European Union

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Eurostat confirma défice de 9,3% de Portugal

In "Jornal de negócios online":

Eurostat publicou hoje os défices orçamentais dos países da Zona Euro, confirmando o valor apresentado por Portugal de 9,3% do produto interno bruto (PIB) em 2009. Os valores da Grécia não foram revelados.

(Correcção: défice inicialmente reportado a Bruxelas foi de 9,4% e não de 9,3%)


Portugal tem o quinto maior défice e o quinto maior endividamento entre os membros da União Europeia, excluindo a Grécia, cujos números não foram divulgados, que só serão conhecidos em meados de Novembro.


O Eurostat confirmou o défice de 9,3% do PIB português referente a 2009, tal como o Governo já tinha revelado, mas representa uma revisão em baixa face ao último reporte, que referia um défice orçamental de 9,4%.


Em baixa foram revistos também o défice da Alemanha (de 3,3% para 3,0%), da Espanha (de 11,2% para 11,1%) e Reino Unido (de 11,5% para 11,4%).


Portugal tem assim o quinto maior défice orçamental da União Europeia, sendo superado apenas pela Irlanda, cujo défice foi revisto em alta de 14,3% do PIB para 14,4%, pelo Reino Unido, Espanha e Letónia (10,2%).


O défice orçamental da Hungria também foi revisto, mas em alta, de 4% para 4,4%.


No que respeita ao endividamento, Portugal reportou 76,1% do PIB, um número confirmado, sendo igualmente o quinto mais elevado da região. Só a Itália, a Bélgica, a Hungria e a França supera o rácio de endividamento nacional.


O mais elevado é mesmo de Itália, cujo endividamento corresponde a 116% do PIB.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Jim Cramer, da CNBC, dá sua opinião sobre o que causou o sell-off no mercado

In "CNBC.com":












Cramer dá a sua opinião sobre o Ouro:












Cramer dá também a sua opinião sobre os mercados:












terça-feira, 27 de julho de 2010

Bloomberg aponta Salazar como o maior investidor português em ouro

In “Jornal de Negócios Online”:

Elogio ou não, Salazar recebe o título de “melhor investidor sem ganhos”, já que foi o responsável pela aquisição de 695 toneladas de ouro em 24 anos. E tudo com receitas de exportações como volfrâmio e atum enlatado.


Como o ouro valorizou 26% no ano passado e este é o décimo ano de valorizações consecutivas, a decisão do antigo ditador deixa o país com um activo cada vez mais valioso, diz a Bloomberg. Mas também um de que não pôde beneficiar nas situações de maior aperto por que já passou.


João Lima da Bloomberg explica assim, que Salazar poderia ser lembrado como “o melhor investidor português”, se as regras do Banco de Portugal (BdP) “permitissem ao país beneficiar do seu negócio mais astuto: A maior reserva de ouro da Europa”, face à dimensão da sua economia.


É que o ouro do país é gerido pelo BdP, cuja lei diz que os ganhos de alienação de activos têm de ser colocados numa reserva e pagam dividendos em função dos resultados com juros e activos.


Assim, as reservas de ouro que equivalem a 6,8% do PIB português, não impedem a Standard & Poor’s de atribuir a segunda pior classificação de crédito da Zona Euro a Portugal. Terão sido mais úteis após a revolução de 1974, quando o país chegou a ser um dos mais pobres da Europa Ocidental. É que nesse período, o BdP podia criar moeda. Hoje, como não pode, a Moody’s “não olha” para as reservas de ouro, quando avalia a qualidade de crédito da republica.


“Com a subida do preço do ouro têm bons ganhos em balanço, mas não os podem realizar”, disse o estratega do Commerzbank, David Schnautz à Bloomberg. “É um pára-choques para um cenário extremo”, acrescentou.

 

O Banco de Portugal vendeu ouro entre 2003 e 2006, ao abrigo de um acordo com outros bancos centrais europeus, que limita as vendas de ouro, segundo disse o BdP.


As suas reservas são hoje de 382,5 toneladas de ouro, que estão avaliadas em 14,7 mil milhões de dólares ou 6,8% do PIB. Já as reservas da Alemanha são de 4,2% do PIB, as de Itália equivalem a 4,8% e as da Grécia são iguais a 1,4%. “As reservas de Portugal são muito antigas”, disse o presidente da Associação Portuguesa de Bancos, António de Sousa, à Bloomberg. “Além do valor simbólico muitas vezes atribuído ao ouro, é um activo como qualquer outro. É uma questão de gestão de carteira”.

Ver:

Bloomberg aponta Salazar como o maior investidor português em ouro:

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Roubini: We Have Avoided Depression... For Now

In “The Money Game”:

Nouriel Roubini spoke with CNBC this morning and made clear that the government needs to take action over unemployment.

Roubini says that we have avoided a depression, but that a slowdown in Europe and Japan, coupled with a rising dollar, will be a problem for U.S. companies.

Roubini says that for a year or so, we don't have to worry about bond vigilantes attacking U.S. debt.












quarta-feira, 30 de junho de 2010

Sistema bancário europeu passa teste do financiamento

In “Jornal de Negócios Online”:

Os bancos da Zona Euro pediram 131,9 mil milhões de euros emprestados ao Banco Central Europeu (BCE) no leilão de financiamento a três meses. Esta operação era aguardada com expectativa para perceber quão estrangulado estava o acesso a fundos pelos bancos. O montante, inferior a 220 mil milhões, significa que o sistema bancária passou, por agora, o teste.


Amanhã os bancos da região que recorreram ao financiamento de 442 mil milhões de euros a 12 meses têm de devolver o empréstimo ao BCE. A procura pela linha de crédito a três meses estava a ser encarada como um barómetro à confiança no sistema financeiro.


Dado que o financiamento junto do BCE se faz à taxa de referência de 1% e as taxas a três meses no mercado interbancário rondam os 0,75%, uma forte procura pelo leilão significaria que os bancos continuavam a ter de se financiar junto da autoridade monetária, mesmo pagando juros mais altos.
Os analistas apontavam para um montante em redor dos 220 mil milhões de euros. Uma soma inferior seria um sinal de acalmia e maior confiança nos bancos entre si. O valor final acabou por ficar muito abaixo.


Os mercados reagiram de imediato à notícia, com o euro a subir 0,62% para os 1,2263 dólares e a sinalizar o alívio dos investidores. O mesmo sentimento levou à queda no preço das obrigações de dívida pública alemã.


As bolsas europeias também reagiram em alta, em especial as dos países periféricos. A praça lisboeta segue a subir 2,27%, a espanhola 1,68% e a da Grécia 3,43%.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Nouriel Roubini Discusses Euro-Area Debt Relief Package

May 18 (Bloomberg) -- New York University professor Nouriel Roubini talks with Bloomberg's Margaret Brennan about Europe's debt crisis and the outlook for the sovereign relief package from the European Union.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

A justa luta contra a teoria "buy and hold"

In "Jornal de Negócios Online":

(Onde o autor regressa a tema bolsista e logo sobre um assunto causador de grandes prejuízos - a estratégia de "comprar e guardar", mesmo quando o mercado se encaminha para o "crash" - sobre o qual vem desencadeando há anos uma Grande Cruzada, mais intensa que a do Indiana Jones. Tudo a bem das poupanças-investimentos e da felicidade dos investidores individuais).

 

Na generalidade, os mercados desde meados de Janeiro vêm aumentando a volatilidade e acumulando perdas, as quais na Euronext Lisbon vão em cerca de 20%, o que cria ainda mais uma vez a oportunidade para exorcizar os que compram as acções e as guardam no cofre. Alguns até usam o refrão do "forever and ever" e dizem ostentar o maior desdém pelos humores do mercado e os labregos que fogem às perdas (1) (cada vez são menos, claro, porque até os cegos acabam por aprender o caminho e os tropeções têm sido muitos).

 
Como afirmei numa entrevista ao "Diário Económico" no fim do ano passado, há 40 anos que vejo como maior causa de perdas dos investidores individuais a atitude de ficar agarrado "ao papel" quando as coisas desabam nos mercados, seja por vício psicológico de procrastinação, atrasando, atrasando até já ser tarde, seja pela filosofia de, partindo da excelente metodologia de "value investing", cair no pretenso corolário de "comprar e guardar", seja por confundir isto com uma estratégia (altamente recomendável) de investir a longo prazo, em bola de neve. Muita desta gente até acaba por desistir, desmotivada, conservando uma carteira de acções poeirentas no seu banco, a dar despesa em guarda e comissões.


Estes factores causais resolvem-se com recurso ao psiquiatra nuns casos ou correcta análise das falsas premissas, suportada desde logo pela evidência empírica. Sá para disparar a primeira salva: faz algum sentido guardar uma acção ou uma carteira, perdendo 50%, por exemplo, até esperar que elas subam 100% para voltar ao preço inicial? Eu diria que isto é irracional (2).

Como é possível dizer, sem mais, que se deve ignorar o mercado, quando ele está lá, sente-se fortemente e até é o maior factor de influência geral das cotações - como afirma ao longo dos anos o prof. Ibbotson, a partir de séries longas de dados, ele que é considerado a maior autoridade mundial na matéria.


Anote-se, porém, o que disse em epígrafe, indicando como destinatário desta mensagem quase religiosa o investidor individual, principalmente pequeno. É evidente que um "patrão", um investidor com participação estratégica ou um fundo de pensões, tem outra maneira de actuar, devido ao tipo diferente de interesses, de vantagens respectivas e de tácticas, num jogo assimétrico. De resto, quase todos seguem atentamente o mercado, mesmo os CEO e restantes administradores que até são obrigados por lei a comunicarem as suas transacções de acções às Comissões de bolsa, tal o valor da informação que tal revela sobre os movimentos esperados do mercado.


A ideia de conservar os títulos (não necessariamente comprar e guardar) vem principalmente do interesse comprometido de Fundos de investimento que instam os investidores a manterem as unidades de participação durante pelo menos , apenas pelo facto de, a longo prazo, as acções ganharem valor. Mas se os 5 anos coincidem com um forte "bear market", qual a ideia senão a de tentar conservar o cliente? Não era trágico conservar um Fundo a partir de meados de 2007, por exemplo? Na verdade, tudo depende do tempo do mercado, não da estatística.


Dir-me-ão (erradamente) que Warren Buffett preconiza a estratégia "Buy and hold" e eu tenho grande reverência pelo homem de negócios, o investidor, o consultor presidencial, o filantropo, a pessoa simples e íntegra. O que ele diz, sim, repetindo o seu professor e criador da "value investing", Benjamin Graham, é que se deve comprar uma acção como se se adquirisse a empresa toda e que não se consegue adivinhar o mercado, o "senhor mercado". Aliás, aquela suposta assunção é incompatível com outras afirmações, principalmente dando a ênfase à ideia de não perder e indicando quando vende as acções (3). Tão pouco se ajusta com a aposta em posições "curtas" que pratica com tal intensidade que foi interpelado pela SEC, em Agosto de 2009.


E para se ter a prova provada do que afirmo, passo aos leitores a notícia publicada no Barron's de que o mago de Omaha despejou ultimamente as acções que detinha em várias companhias: Sun Trust Bank, Traveler's Insurance, United Health Group, MT Bank, Wellpoint e Carmax e reduziu fortemente as "velhas" e supostamente inabaláveis Johnson&Johnson, ConocoPhilips, Moody's e Proctor and Gamble.

 
Ainda ficaram dúvidas?


NOTA - Este tema é aqui recorrente, mas justifica-se pela religiosidade e notícia da Barron's.
1) Até há uns anos o que estava na berra na frente académica eram as teorias da Eficiência dos Mercados Financeiros e Comprar e Guardar.
(2) A Berkshire Hataway de Warren Buffett caiu desde 2007 a 2009 de 150.000 USD para 83.000. Agora, fez um enorme desdobramento ( "split") de acções para se tornar mais acessível e líquida.
(3) Quando deixarem de ter os rácios que haviam justificado a compra.


Advogado, autor de "Ganhar em Bolsa" (ed. D. Quixote), "Bolsa para Iniciados" e "Crónicas Politicamente Incorrectas" (ed. Presença). fbmatos1943@gmail.com

terça-feira, 1 de junho de 2010

Os "exchange-traded funds" (ETF) são um sinal do desenvolvimento de uma bolsa

In "Jornal de Negócios Online":

Hoje é tão fácil investir na China ou na Turquia como na EDP ou na PT. Os ETF nacionalistas permitem ganhar exposição a um só país sem sequer pensar nas melhores acções para investir.


Os "exchange-traded funds" (ETF) são um sinal do desenvolvimento de uma bolsa. Quando os ETF, que não são mais do que fundos cotados que se compram e vendem como acções, chegam a uma praça é sinal de que o mercado atingiu a maturidade. Não é por acaso que se transaccionam diariamente mais de 1000 ETF nas bolsas norte-americanas e mais de 500 na praça londrina. É usual que o primeiro fundo cotado numa bolsa replique o principal índice local. Foi o que aconteceu em Lisboa.


Crentes no desenvolvimento da bolsa portuguesa, a britânica SPA ETF, em parceria com o Caixa Banco de Investimento, lançou o SPA ETF PSI-20 em Setembro de 2008. Na altura, os responsáveis da instituição esperavam recolher 100 milhões de euros no primeiro ano. Porém, sete meses depois o SPA ETF PSI-20 tinha 950 mil euros sob gestão, menos de 1% do previsto. Até ser liquidado, em Abril de 2009, o fundo registou 32 negócios num valor de 52 mil euros.


Embora a bolsa nacional não tenha atingido a maturidade suficiente para suster um ETF, muitas outras praças oferecem fundos cotados nacionalistas, isto é, que investem exclusivamente num mercado.


A vantagem está no facto do investidor poder decidir exactamente o peso de cada economia na sua carteira. O investidor não pode seleccionar ETF de acções de Portugal, cuja economia registará um crescimento real de 1,4% em 2010, segundo o Fundo Monetário Internacional, nem de acções da Mongólia, que registará o maior avanço, de 12,8%. Mas pode expor a sua carteira aos crescimentos reais de 9,5% e 8,1% da China e da Índia, respectivamente. Pode, inclusivamente, estender o seu portefólio à África do Sul pela via dos fundos cotados, cujo produto interno bruto deverá aumentar em resultado do campeonato mundial de futebol, que se estenderá entre Junho e Julho.


O Negócios investigou nas bolsas mais acessíveis aos investidores portugueses quais os ETF nacionalistas mais populares. Estes 13 fundos cotados estão na listas dos mais transaccionados um pouco por todo o mundo.

África do Sul
Lyxor South Africa


Bolsa:

Paris
Índice subjacente: FTSE JSE Top 40
Comissão anual de gestão: 0,65%
Taxa de dividendos: 1,31%
Principais títulos: BHP Billiton, Anglo-American, SABMiller
Principais sectores: matérias-primas, banca, alimentação e bebidas

Quem investiu no Lyxor South Africa há cerca de um ano fez um remate certeiro: o fundo que replica o desempenho bolsista das 40 maiores firmas sul-africanas cotadas na bolsa de Joanesburgo rendeu 50%. O campeonato do mundo de futebol, que terá a África do Sul como anfitriã a partir do próximo dia 11 de Junho, pode ter dado um empurrão às acções.
A riqueza do território sul-africano está reflectido no principal sector da bolsa: as companhias de matérias-primas representam quase metade do portefólio deste ETF.

 

Alemanha
Lyxor ETF DAX

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: Dax


Comissão anual de gestão: 0,15%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: Siemens, E.On, Basf
Principais sectores: químico, bens e serviços industriais, serviços básicos


Ao contrário da maioria dos fundos cotados, os gestores do Lyxor ETF DAX optaram por não distribuir regularmente dividendos aos accionistas. Em alternativa, a sociedade gestora acumula e reinveste esses dividendos nos componentes do fundo. Apesar dessa opção, os membros do índice alemão Dax, que compila a performance de 30 acções cotadas na bolsa de Frankfurt, são bons pagadores: as três principais acções pagam uma taxa média de dividendos de 3,86%.

 

Brasil
iShares MSCI Brazil

Bolsas:
Amesterdão, Frankfurt, Londres
Índice subjacente: MSCI Brazil
Comissão anual de gestão: 0,74%
Taxa de dividendos: 1,76%
Principais títulos: Petrobras, Vale, Itaú Unibanco
Principais sectores: materiais, finanças, energia

Embora o mais popular Lyxor ETF Brazil seja mais barato do que o iShares MSCI Brazil, o produto da iShares é menos concentrado. Assim, as 75 acções deste fundo cotado conseguiram render mais (cerca de 5% no último ano) e ser menos volátil. De qualquer maneira, as 10 maiores participações do iShares MSCI Brazil absorvem mais de três quintos do capital do ETF de acções brasileiras.

 

China
Lyxor ETF China Enterprise

Bolsa:
Frankfurt, Londres, Paris
Índice subjacente: HSCEI
Comissão anual de gestão: 0,65%
Taxa de dividendos: 1,29%
Principais títulos: China Life Insurance, Bank of China, China Construction Bank
Principais sectores: banca, seguros, energia

A economia chinesa é uma das que mais crescerá nos próximos anos. O Fundo Monetário Internacional estima um crescimento real de 10% por ano nos próximos dois anos com uma inflação controlada em torno dos 3%.
O fundo cotado Lyxor ETF China Enterprise é um dos instrumentos preferidos dos investidores para ganhar uma exposição ao país. O ETF tenta replicar o desempenho do índice Hang Seng China Enterprise, composto por acções do segmento H: aquelas emitidas por companhias chinesas mas listadas na bolsa de Hong-Kong.

 

Espanha
Amundi ETF MSCI Spain

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: MSCI Spain
Comissão anual de gestão: 0,25%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: Banco Santander, Telefónica, BBVA
Principais sectores: financeiro, telecomunicações, serviços básicos

O fundo cotado que acompanha a bolsa madrilena é o mais próximo que é possível obter pelos investidores que gostariam de transaccionar o mercado lisboeta num só pacote. Embora tenha menos títulos do que o índice principal da bolsa espanhola, o Ibex-35, o Amundi ETF MSCI Spain conseguiu ter uma rendibilidade alguns pontos percentuais superior ao longo do último ano, cerca de 13%.
O Santander, o BBVA, o Banco Popular Español, o Banco de Sabadell, o Bankinter e o Banco de Valencia colocam o sector financeiro na primeira posição na carteira do fundo, absorvendo quase metade do portefólio.

 

EUA
SPDR S&P 500 ETF

Bolsa:
Nova Iorque
Índice subjacente: Standard & Poor's 500
Comissão anual de gestão: 0,10%
Taxa de dividendos: 1,79%
Principais títulos: Exxon Mobil, Apple, Microsoft
Principais sectores: tecnologias da informação, financeiro, saúde

O SPDR S&P500 ETF (antigamente Standard & Poor's Depositary Receipts) é o mais antigo "exchange-traded fund" estado-unidense, embora tenham havido outros instrumentos que tentaram replicar carteiras de acções antes de 1993. Graças à sua dimensão, cerca de 65 mil milhões de euros, os gestores da State Street Global Advisors podem dar-se ao luxo de apenas cobrarem 0,10 por cento por ano de comissão anual de gestão. É composto por 500 títulos.

 

França
Lyxor ETF CAC 40

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: CAC 40
Comissão anual de gestão: 0,25%
Taxa de dividendos: 3,70%
Principais títulos: Total, Sanofi-Aventis, BNP Paribas
Principais sectores: banca, energia, saúde

Os fundos cotados que seguem o índice francês CAC 40 são dos que oferecem melhores dividendos. O Lyxor ETF CAC 40 apresenta uma taxa de dividendos de 3,70%.
A companhia petrolífera Total, a principal componente do fundo ao absorver pouco mais de 12% do capital, é uma das razões para uma taxa tão elevada: a própria Total tem uma taxa de dividendos de 5,68%. A segurança dos dividendos consegue estabilizar alguma da volatilidade do ETF. No último ano, o Lyxor ETF CAC 40 ganhou quase 20 %.

 

Grécia
Lyxor ETF MSCI Greece

Bolsas:
Frankfurt, Paris
Índice subjacente: MSCI Greece
Comissão anual de gestão: 0,45%
Taxa de dividendos: 1,77%
Principais títulos: National Bank of Greece, OPAP, Coca-Cola Hellenic Bottling
Principais sectores: financeiro, bens duradouros, bens de consumo

Apesar da crise que se vive na República Helénica, muitos investidores acreditam que a queda de 25% que as acções gregas registaram no último ano foi excessiva. Alguns optam por regressar ao mercado de Atenas através da exposição imediata a uma dúzia de títulos através do Lyxor ETF MSCI Greece.
É importante, no entanto, não esquecer que este fundo cotado está muito dependente do sector financeiro. Só o National Bank of Greece, que detém o pior desempenho bolsista europeu do sector, absorve cerca de um quarto dos recursos do ETF. Actualmente, sete em cada dez analistas recomendam a compra das acções do banco.

 

Índia
Lyxor ETF MSCI India

Bolsas:
Frankfurt, Paris
Índice subjacente: MSCI India
Comissão anual de gestão: 0,85%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: Reliance Industries, Infosys Technologies, ICICI
Principais sectores: financeiro, tecnologias de informação, energia

Cerca de 500 anos depois dos Portugueses chegarem a Bombaim, os investidores lusos podem alcançar a capital financeira da Índia através de um único instrumento. O Lyxor ETF MSCI India permite uma exposição a 60 títulos accionistas indianos, que representam cerca 85 por cento do valor de mercado das bolsas indianas. Tal como nas primeiras décadas do século XVI as especiarias trazidas da Índia enriqueceram a gastronomia nacional, as aplicações bolsista do século XXI enriquecem os bolsos nacionais: o Lyxor ETF MSCI India rendeu mais de 80% no último ano.

 

Itália
Amundi ETF MSCI Italy

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: MSCI Italy
Comissão anual de gestão: 0,25%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: ENI, UniCredit, Enel
Principais sectores: financeiro, energia, serviços básicos

A teoria é simples: se os gestores dos fundos cotados conseguirem acompanhar de perto a evolução do índice de referência, os investidores ganham o equivalente ao desempenho do índice menos a comissão de gestão.
Há, no entanto, muitos casos em que o ETF rende bastante menos do que o índice, porque os gestores não conseguiram fazer um acompanhamento eficiente. Raros são os casos em que o fundo acumula mais do que o índice. O Amundi ETF MSCI Italy é um desses casos raros: em 2009 ganhou 23,11% enquanto o índice MSCI Italy, composto por 40 acções italianas registou uma subida de 22,63%.

 

Japão
ComStage ETF MSCI Japan

Bolsa:
Frankfurt
Índice subjacente: MSCI Japan
Comissão anual de gestão: 0,45%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: Toyota Motor, Mitsubishi UFJ Financial, Honda Motor
Principais sectores: consumo discricionário, indústria, financeiro

Os fundos cotados que acompanham o índice MSCI Japan - dos quais o alemão ComStage ETF MSCI Japan, gerido pelo grupo Commerzbank, é apenas um exemplo - são dos ETF nacionais mais diversificados. Actualmente, o índice conta com 325 acções de firmas japonesas diferentes, das internacionalmente reconhecidas, como a Toyota, a Honda, a Nintendo e a Canon, às pouco conhecidas além das fronteiras nipónicas, como o banco Senshu Ikeda e o produtor de aço Yamato Kogyo.

 

Reino Unido
Amundi ETF FTSE 100

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: FTSE 100
Comissão anual de gestão: 0,25%
Taxa de dividendos: não aplicável
Principais títulos: HSBC Holdings, BP, Vodafone
Principais sectores: financeiro, energia, materiais

A bolsa da City londrina é a mais valiosa da Europa, por isso é natural que os investidores globais queiram obter alguma exposição ao mercado britânico. Para seguir as acções de Londres é usual acompanhar o índice FTSE 100, vulgarmente conhecido por "Footsie", composto por uma centena de acções de grande capitalização e liquidez. Há vários fundos cotados que replicam o FTSE 100, mas o mais barato é o Amundi ETF FTSE 100, que cobra uma comissão anual de gestão de 0,25%.

 

Turquia
Lyxor ETF Turkey

Bolsa:
Paris
Índice subjacente: Dow Jones Turkey Titans 20
Comissão anual de gestão: 0,65%
Taxa de dividendos: 0,84%
Principais títulos: Turkcell Iletisim Hizmet, Turkiye Garanti Bankasi, Turkiye Is Bankasi
Principais sectores: financeiro, telecomunicações, materiais de construção

A Turquia é um eterno candidato à União Europeia: embora tente entrar no grupo europeu desde 1987, só em 1999, na cimeira de Helsínquia, é que a nação euro-asiática foi reconhecida oficialmente como candidata. Os analistas políticos acreditam que a Turquia conseguirá entrar na União Europeia a partir de 2015, o que será positivo para a sua economia e as suas empresas. Uma das maneiras mais simples de investir na Turquia a partir de Portugal é adquirindo o Lyxor ETF Turkey, que acompanha o desempenho bolsista das 20 maiores companhias cotadas do sucessor do Império Otomano.

domingo, 30 de maio de 2010

Explaining Europe's Debt Crisis

In "The New York Times":

As fear continues to spread over the impact of the Greek debt crisis, more people are questioning how such a small country could impact markets around the world.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Roubini on EU's trillion dollar Band-Aid

In "CNNMoney.com":

Roubini Overestimates Risk of US Default(Greek Crisis)

In "YouTube":

The US has and controls the world's reserve currency, has much smaller debt and deficits as a percentage of GDP, and has a vastly superior record of solvency than Greece.

terça-feira, 6 de abril de 2010

No mundo ocidental "o crescimento económico será praticamente inexistente"

In "Jornal de Negócios Online":

Marc Faber, analista célebre por ter previsto o “crash” bolsista de 1987, perspectiva um quase inexistente crescimento económico nos próximos anos no mundo ocidental.
“Na minha opinião, no mundo ocidental o crescimento económico será relativamente moroso, falando em termos de inflação ajustada. O crescimento económico será praticamente inexistente em termos reais, ajustado à inflação”, refere Marc Faber em entrevista telefónica.
O “Sr. Pessimista”, como é conhecido, acha que os Governos mundiais nunca deveriam ter dado estímulos à economia e que estes devem ser retirados. E sublinha que o período de 2002 a 2007 foi um período de verdadeira bolha, por excelência. Isto porque atingiu tudo e todos. Mas ainda há activos baratos? Há sim e Marc Faber diz-nos quais são.
Na entrevista, a não perder, que o Negócios publica na edição de amanhã.

Ver:

Peter Schiff, Marc Faber, Nouriel Roubini,Gerald Celente were all right! Who do you trust

segunda-feira, 22 de março de 2010

Stop Trading, Listen to Cramer!

In "CNBC.com":

Mad Money host Jim Cramer shares his stock picks with CNBC's Erin Burnett.












SuperCycles: The New Economic Force Transforming Global Markets and Investment Strategy

In "Amazon.com: SuperCycles":

A brilliantly original assessment of what caused the global crash—and a practical plan for investing accordingly51UJsgMaPiL__BO2,204,203,200_PIsitb-sticker-arrow-click,TopRight,35,-76_AA240_SH20_OU01_

Supercycles, according to international economist and strategist, Arun Motianey, are the continuous, long waves of boom and bust that undulate through the global economic and financial systems. More often than not, they are the result of policymakers' well-intentioned but misguided attempts to achieve price stability. In Supercycles, Motianey surpasses the traditional business cycle model ("Boom and Bust"), to provide a detailed, objective, and at times surprising explanation of global economics.

Drawing heavily on history and informed by cautious readings of a wide range of economic thought, Motianey critiques the way macroeconomics has been practiced by the major powers' central banks through the years.

 

Specifically, it was the banks' intervention, ostensibly in the quest for price stability that actually served to entrench price instability. Further, he makes a compelling case for the new tools we'll be using to manage the post-meltdown global economy, and even advises on investor portfolios to protect us from the likeliest scenarios that occur when a supercycle enters its terminal phase.

A cogent and impossible-to-ignore mixture of economics, finance, policy, risk management, and investment advice from a global perspective, Supercycles is certain to inform and inspire debate among investors, academics, and casual readers alike.












terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Wall Street: Money Never Sleeps (2010) treileris 2

Cuidados a ter para evitar fraudes na banca ‘online’

In "Económico":

Clientes devem suspeitar de comunicações não solicitadas e verificar regularmente as contas.

Os serviços de banca ‘online' tornaram mais fácil a relação entre os clientes e os seus bancos, assim como a realização de consultas e diversos tipos de transacções. Normalmente são também mais baratos e permitem economias de tempo importantes. Mas são também alvos frequentes de ataques de fraude.

O Dia da Internet Segura, celebrado na terça-feira, visou alertar para todas as questões de segurança na utilização da Internet em todas as suas vertentes. E também no caso dos serviços das instituições financeiras. Os bancos têm disponibilizado nos sites um conjunto significativo de informação relativa aos cuidados a ter no acesso aos canais directos, aos tipos de alertas, formas mais comuns de fraude e sobre o tipo de informação que normalmente é pedida numa comunicação fraudulenta usando o nome da instituição bancária. Há inclusive bancos que mostram exemplos de e-mails e ‘sms' fraudulentos enviados a clientes.

Uma consulta às áreas de segurança nos sites dos cinco maiores bancos nacionais - BCP, BES, BPI, CGD e Santander Totta -permite perceber que não faltam avisos, conselhos e alertas para o que se deve ou não fazer em caso de suspeita de fraude, com os respectivos contactos.

Ter os programas de antivírus e ‘antispyware' actualizados e activos, assim como uma ‘firewall', é a base da segurança na utilização geral da Internet. Depois há os cuidados específicos a ter no relacionamento on-line com a instituição financeira. Por exemplo, os bancos avisam que nunca enviam emails a solicitar dados pessoais e confidenciais dos clientes nem emails que têm ‘links', pelo que os mesmos devem ser apagados de imediato; alertam também para que os clientes reparem sempre no endereço do remetente do email de ‘phishing', que é falsificado. Também não solicitam informação confidencial por ‘sms' ou por telefone.

No caso dos cartões matriz, os clientes devem ser considerar fraudulento qualquer pedido em que o número de dígitos solicitado seja diferente do estipulado pelo banco.Por exemplo, há bancos que, com o objectivo de reforçar a segurança das operações efectuadas on-line, implementaram um serviço de confirmação de operações por ‘sms'. Neste caso, o cliente deve confirmar que todos os dados da operação recebidos na mensagem estão correctos.

Na utilização dos serviços on-line há também recomendações práticas de utilização. Por exemplo, não utilizar computador públicos para acesso, terminar sempre a sessão (e não fechar apenas o ‘browser'), memorizar os dados pessoais, nomeadamente a ‘password', e não tê-la escrita num documento no computador, limpar os ficheiro temporários ('cache'), e utilizar palavras passe ou códigos ‘pin' diferentes para sites seguros e não seguros e que não sejam de fácil dedução (como datas de nascimento, por exemplo).

Para manterem controlo sobre a situação financeira e poderem detectar qualquer movimento estranho, os clientes bancários devem verificar regularmente as contas e os respectivos extractos, comunicando ao banco qualquer irregularidade detectada.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Teixeira dos Santos garante que Portugal não precisa de ajuda externa para corrigir défice

In "Jornal de Negócios Online":

O Governo português não vai solicitar a intervenção de autoridades internacionais para resolver o problema do défice excessivo, garantiu hoje em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNN o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
"Não precisamos de qualquer espécie de ajuda externa", respondeu o governante, quando questionado por Richard Quest, da CNN, se Portugal planeava recorrer a algum tipo de auxílio das instituições internacionais para reduzir o défice das finanças públicas.
Teixeira dos Santos sublinhou, de acordo com uma notícia da Lusa, que Portugal "tem um défice alto por causa da crise, mas em linha com a média da União Europeia (UE) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE)" e "uma dívida pública abaixo da média europeia".

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Roubini: Asset Bubble Is Beginning Now

In "CNBC.com":

Withdrawing economic stimuli and tightening monetary policy are very difficult future policy choices, but something has to be done because asset bubbles have started to take shape, Nouriel Roubini, chairman of Roubini Global Economics, told CNBC Wednesday.












segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Aviso de bolha

In "Expresso.pt":

Os mercados estão demasiadamente dependentes de insustentáveis estímulos dos governos. Algo terá de ceder.

"The Economist"/Expresso

11:00 Segunda-feira, 18 de Jan de 2010

bolsa-f09d

Os investidores deverão ter presente que os preços dos activos poderão ainda recuar uma grande distância

Finbarr OReilli/Reuters

 

O resultado gerado pelo dinheiro gratuito é extraordinário. Há um ano, os investidores entravam em pânico e falava-se de uma nova Grande Depressão. Agora o índice mundial MSCI dos preços globais das acções está acima de 70% em relação ao seu mínimo registado em Março de 2009, em grande parte devido às taxas de juro de 1% ou inferiores prevalecentes na América, Japão, Reino Unido e zona euro, o que persuadiu os investidores a retirar os seus fundos dos depósitos bancários para comprar activos de risco.

economist-expresso-5091

Apesar do grande pânico do ano passado, os valores dos activos nunca chegaram a atingir os níveis baixos que marcaram outros mínimos de anteriores mercados em queda, a ponto de a corrida actual fazer parecer caros os diversos mercados. No mercado imobiliário americano, onde teve início a crise, os preços da habitação estão próximos do valor justo, com base nos preços dos alugueres, embora se encontrem sobrevalorizados em quase 30% no Reino Unido e em 50% na Austrália, Hong Kong e Espanha.

As bolsas de valores ainda não atingiram os seus máximos recorde na maior parte dos países, encontrando-se o mercado americano cerca de 25% abaixo do nível que atingiu em 2007, embora ainda esteja quase 50% sobrevalorizado relativamente ao melhor indicador de longo prazo, que ajusta os lucros no sentido de possibilitar o ciclo económico, encontrando-se ao mesmo nível que dois dos quatro grandes picos de valorização do século XX, em 1901 e em 1966.

Os bancos centrais consideram estas retomas dos mercados um efeito secundário positivo das suas políticas. Em 2008, os mercados em queda provocaram um círculo vicioso de incumprimentos no pagamento de dívidas e de liquidações por parte dos investidores, pressionando os preços dos activos para valores ainda mais baixos. Foi necessária a recuperação do mercado para estabilizar as economias no ano passado, existindo no entanto actualmente o perigo de estarem a ser criadas bolhas.

...

Formação constante de bolhas?

.
O PROBLEMA NÃO É APENAS QUE AS VALORIZAÇÕES PARECEM DEMASIADO ELEVADAS À LUZ DOS NÍVEIS HISTÓRICOS, MAS QUE A COMBINAÇÃO ACTUAL DE PREÇOS ELEVADOS DOS ACTIVOS, TAXAS DE JURO BAIXAS E DÉFICES FISCAIS ELEVADÍSSIMOS É INSUSTENTÁVEL SE OS MERCADOS TIVEREM RAZÃO E A ACTUAL RETOMA FOR SUSTENTÁVEL, ENTÃO OS GOVERNOS REAGIRÃO CORTANDO O FORNECIMENTO DE DINHEIRO BARATO MAIS PARA O FINAL DO ANO

...

Não bate certo

.
O PROBLEMA NÃO É APENAS QUE AS VALORIZAÇÕES PARECEM DEMASIADO ELEVADAS À LUZ DOS NÍVEIS HISTÓRICOS, MAS QUE A COMBINAÇÃO ACTUAL DE PREÇOS ELEVADOS DOS ACTIVOS, TAXAS DE JURO BAIXAS E DÉFICES FISCAIS ELEVADÍSSIMOS É INSUSTENTÁVEL SE OS MERCADOS TIVEREM RAZÃO E A ACTUAL RETOMA FOR SUSTENTÁVEL, ENTÃO OS GOVERNOS REAGIRÃO CORTANDO O FORNECIMENTO DE DINHEIRO BARATO MAIS PARA O FINAL DO ANO

Ver:

Aviso de bolha

Bubble warning

The danger of the bounce

Is it a blizzard?

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Sentimento económico sobe pelo nono mês na Europa

In "Económico":

A Comissão Europeia revelou que o indicador de sentimento económico subiu em Dezembro pelo nono mês consecutivo, quer na zona euro quer na União Europeia.

O ESI (Economic Sentiment Indicator) da zona euro avançou para 91,3 em relação aos 88,8 pontos de Novembro, enquanto o indicador para o conjunto da União Europeia progrediu até aos 92 pontos, mais 4,1 que no mês precedente, segundo o relatório mensal divulgado hoje pelo Executivo comunitário.

Em Portugal, o indicador recuou ligeiramente para 83 pontos, face aos 83,7 verificados em Novembro, perante a deterioração da confiança dos consumidores e empresários quanto à generalidade dos sectores da economia.

"Bull Market" maduro

In "Jornal de Negócios Online":

Os índices entram na nova década como saíram da anterior: com o pé direito, estabelecendo praticamente em uníssono novos máximos relativos, excepção feita ao nosso PSI-20, ainda abaixo da fasquia dos 9.000 pontos.


Enquanto os índices insistem na sua paulatina subida, os indicadores económicos vão mostrando sinais ténues de recuperação. Provavelmente, aquele a que o público, em geral, estará mais sensível será a taxa de desemprego, precisamente dos últimos a inverter.


Enquanto, na Europa, os números da taxa de desemprego começam a estabilizar, nos EUA esta registou, em Novembro, um ligeiro retrocesso face ao mês anterior, insuficiente ainda para estabelecer uma inversão da tendência. Os "initial jobless claims", contudo, um indicador semanal que serve de "proxy" para o mercado de emprego, têm estado em queda há longas semanas e encontram--se agora em valores a que já não assistíamos desde 2008, bem abaixo dos 500 mil e aproximando-se da sua média de longo prazo. Acresce ainda a inversão do PIB no terceiro trimestre: historicamente, a inversão da taxa de desemprego para baixa tende a ocorrer um par de trimestres após o fundo do PIB. Os números de Dezembro poderão, assim, tornar mais evidente uma inversão do indicador social e económico.


No anterior ciclo, a taxa de desemprego inverteu cerca de nove meses e 30% acima do fundo do S&P 500 estabelecido em Outubro de 2002, já após a fase mais violenta da recuperação dos índices - irreverências próprias da juventude - mas ainda com muito "Bull Market" pela frente.


S&P 500 subiu 30%
antes da inversão no desemprego
Evolução do índice norte-americano no anterior "Bull market"


graf1_p17

Ciclo "Bear/Bull" anterior, onde poderemos traçar algum paralelismo com o momento actual, especialmente se se vier a confirmar uma inversão da taxa de desemprego em Dezembro/Janeiro.


S&P 500 a caminho de nova resistência
Evolução do índice norte-americano desde 2008


graf2_p17


O S&P vai reforçando a quebra da sua segunda grande resistência na caminhada ascendente que vem percorrendo desde Março ao estabelecer novos máximos relativos assim que entra em 2010.


Nota: as análises apresentadas constituem opiniões do autor, não devendo ser entendidas como recomendações de compra e venda ou aconselhamento financeiro.

EDP Renováveis é a preferida do banco Jefferies na geração de energia eólica

In "Jornal de Negócios Online":

copenhagaambienteenergiaeolica1grd A EDP Renováveis é a "top pick" do banco de investimento Jefferies International, no segmento do desenvolvimento de energia eólica.


O Jefferies diz na sua última nota de “research”, citada pelo “Environmental Finance Online News”, que os investidores devem evitar o sector solar nos primeiros meses deste ano, podendo as empresas de energia eólica ser uma boa aposta, já que se espera que as encomendas aumentem.


“Estamos muito ‘bullish’ no sector eólico em 2010 e sentimos que os investidores podem encontrar oportunidades atractivas tanto no segmento de desenvolvimento de energia eólica como no de fornecimento de turbinas”, refere a nota de análise daquele banco elaborada pelos analistas Michael McNamara e James Harris.


Para o desenvolvimento de energia eólica, a “top pick” do Jefferies é a EDP Renováveis, ao passo que a dinamarquesa Vestas e a espanhola Gamesa são as escolhas preferidas para o sector das turbinas.


“Tendo em conta as actuais avaliações, estamos convencidos que a Hansen Transmission, a Nordez e a EDF Energies Nouvelles são menos atractivas do que as suas congéneres, ao passo que a Terna Energy oferece um enorme potencial mas como liquidez limitada e exposição ao risco soberano da Grécia, o que preocupa alguns investidores”, diz a nota de “research” citada pelo “Environmental Finance Online News”.


Apesar do aumento generalizado da procura de energia solar, os analistas do Jefferies prevêem que este mercado continue sobrefornecido, acrescentando que a norueguesa Q-Cells e a alemã Solon são duas acções a evitar este ano. Para os investidores que precisam de manter exposição ao sector solar, os analistas sugerem a PV Crysalox, cotada na bolsa londrina.
Segundo McNamara e Harris, o sector eólico vai ter um melhor desempenho, à medida que as encomendas de turbinas forem aumentando, especialmente por parte dos Estados Unidos, onde as empresas de geração de energia eólica têm construções planeadas para este ano, para se qualificarem para subsídios do governo norte-americano. Os menores custos de construção e o preço estável da electricidade significam que os geradores de energia eólica também terão melhores retornos, conclui a nota de “research”.


Coroa britânica anuncia amanhã se EDPR ganhou parque na Escócia


A EDP Renováveis, liderada por Ana Maria Fernandes, esteve no início desta semana a ser sustentada em bolsa pela notícia de que deverá ganhar o licenciamento para o desenvolvimento do parque eólico escocês de Moray Firth, em parceria com a Sea Energy.


O governo britânico anunciará amanhã que empresas obterão os direitos para nove grandes projectos de parques eólicos “offshore”, uma “revolução verde” no valor de 100 mil milhões de libras (112.000 milhões de euros).


A EDP Renováveis encerrou a sessão de hoje a corrigir dos ganhos recentes, terminando com uma cedência de 0,93% para os 6,935 euros.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Jim Cramer sobre Earnings Season












Matérias-primas abrem ano com fortes ganhos

In "Jornal de Negócios Online":

milho_agricultura_materias-primas_commoditiesagricolas_cereais_selo A generalidade das matérias-primas segue em alta na primeira sessão do ano, com o petróleo perto dos 82 dólares por barril, o ouro a negociar em máximos de dois meses e o cobre nos valores mais altos dos últimos 16 meses.


O índice Reuters/Jefferies CRB (RJ/CRB) - que negoceia em Nova Iorque um cabaz de 19 mercadorias, divididas em seis grandes grupos de “commodities” – atingiu um máximo de 14 meses, liderado pelo sumo de laranja e pelo gás natural. O índice segue a subir 1,6%, para 287,78 pontos.


O RJ/CRB teve em 2009 o melhor ano desde 1979 e as previsões apontam para que a tendência de subida do índice se mantenha em 2010, devido ao projectado crescimento económico mundial.


Os preços do sumo de laranja dispararam devido a uma vaga de frio na Florida, região que é a segunda maior produtora de laranjas do mundo. Se as baixas temperaturas se mantiverem, a colheita de citrinos daquela região poderá ficar comprometida.


A frente fria que está a assolar grande parte do território norte-americano está também a contribuir para a forte subida das cotações do gás natural e do combustível para aquecimento, já que a procura destes produtos aumenta com o frio.


Crude em máximos de seis semanaspetroleo_poco_extraccao_selo


O mesmo acontece com o petróleo. A descida das temperaturas nos EUA e a desvalorização da nota verde – que torna mais atractivas as “commodities” denominadas em dólares - estão a contribuir para impulsionar o “ouro negro”, que está a caminho dos 82 dólares por barril nos Estados Unidos. O máximo de 2009 foi precisamente de 82 dólares, valor que foi atingido a 21 de Outubro.


O contrato de Fevereiro do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os EUA, segue a valorizar 2,65% no mercado nova-iorquino, para 81,46 dólares por barril, tendo estado já a negociar nos 81,68 dólares, máximos desde 23 de Outubro passado. Face aos valores de há um ano, o WTI ganha 75%.


Em Londres, o contrato para entrega em Fevereiro do Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, avança 2,67%, para 80,01 dólares por barril. Estes futuros do Brent chegaram hoje a transaccionar a 80,13 dólares, o valor mais alto desde 18 de Novembro.


No entanto, esta escalada do petróleo poderá deter-se no patamar dos 82 dólares por barril, uma vez que o índice de solidez relativa desta matérias-prima mostra que os ganhos têm sido excessivos, segundo uma análise técnica da MF Global, citada pela Bloomberg.


Entretanto, ainda no sector energético, o contrato de Fevereiro do combustível para aquecimento segue em alta de 3,1%, para 2,1818 dólares por galão, no mercado nova-iorquino.


Metais brilham maismetais_preciosos_ouro_selo


No segmento dos metais, o cobre está a negociar em máximos de 16 meses, sustentado pelo forte crescimento da actividade industrial na China e pela greve numa mina chilena da Codelco.


Os trabalhadores da mina da Codelco em Chuquicamata, segunda maior mina do mundo, iniciaram uma greve no dia 31 de Dezembro, devido o desacordo quanto aos salários. A Codelco é a maior produtora de cobre do mundo.


O ouro, por seu lado, regista a subida mais acentuada dos últimos dois meses, fortemente impulsionado pela desvalorização do dólar face ao euro.


No campo dos cereais e oleaginosas, o trigo, a soja e o milho estão igualmente a negociar no verde, também animados pela queda da nota verde face à moeda única da Zona Euro.


O algodão, por seu turno, segue em máximos de 18 meses em Nova Iorque, devido a sinais de retoma económica – o que anima a procura.


O mesmo acontece com o café e com o açúcar. O açúcar refinado está neste momento a negociar no mercado londrino no nível mais alto das duas últimas décadas, impulsionado pela probabilidade de uma menor produção no Brasil.


Matérias-primas: uma boa apostasugar_peq2


Recorde-se que a Bloomberg divulgou hoje, com base nas suas sondagens e nos analistas que fizeram previsões mais acertadas em 2009, que as matérias-primas poderão gerar retornos acima dos activos financeiros pela primeira vez em três anos, devido à retoma da economia.
O petróleo, o milho, o ouro e o paládio irão subir 17% este ano, de acordo com as estimativas dos analistas.


Segundo o Goldman Sachs Group, o índice avançado de retorno total S&P GSCI – que agrupa 24 “commodities” – ganhará 17,5% em 2010. Se assim for, esse desempenho será superior ao do índice S&P 500, que se prevê que suba 11%, referiu a Bloomberg.


Prevê-se assim que as matérias-primas suplantem este ano a “performance” das obrigações e das acções.
“As matérias-primas são uma óptima aposta para se obter exposição ao crescimento proveniente dos mercados emergentes”, comentou à Bloomberg um gestor da Huntington Asset Advisors, Peter Sorrentino.

Acções de mercados emergentes podem prolongar subidas em 2010

In "Jornal de Negócios Online":

As acções de mercados emergentes podem valorizar mais de 20% este ano, prolongando a maior subida anual de que há registo e impulsionadas pela recuperação económica dos Estados Unidos, dizem os analistas do Crédit Suisse, segundo a Bloomberg.


O índice MSCI Emerging Markets avançou 0,6% para um máximo de 17 meses, nos 995,37 pontos, prolongando a subida de 75% no ano passado. O índice pode subir mais 21%, para 1.200 pontos, um valor em que negociou em Junho pela última vez em Junho de 2008, de acordo com a Bloomberg, que cita uma nota de análise do Credit Suisse.


As acções dos mercados de países em desenvolvimento subiram 16% desde que o índice de compras pela indústria, subiu acima dos 50 pontos em Agosto, segundo os analistas, que avançam, que esta valorização compara com uma subida de 41% em 12 meses, nas últimas três vezes que este índice subiu e se manteve acima dos 50 pontos.


“Estamos particularmente encorajados pelo facto de a recuperação dos Estados Unidos ter sido mais alargada do que a recuperação dos inventários das empresas e do estímulo fiscal ao consumo, imobiliário e despesas de capital”, escreveram os analistas na nota citada pela Bloomberg.

 
O Crédit Suisse estima que a economia norte-americana pode ter crescido 4,5% no quarto trimestre de 2009, e que poderá crescer 4% na primeira metade do 2010, acrescenta a Bloomberg.


Os mercados da Turquia, Brasil, Indonésia e Coreia do Sul são os preferidos entre os mercados de países em desenvolvimento, segundo a mesma nota de investimento. Os mercados da Turquia, Brasil e Rússia são “historicamente”, os que têm melhor desempenho quando o índice de Compras da Indústria está acima dos 50 pontos, segundo o banco de investimento.

Nova recessão nos EUA em 2010 com probabilidade de 30 a 40%

In "Jornal de Negócios Online":

A probabilidade de a economia norte-americana registar nova recessão em 2010 é agora menor, mas ainda assim o Nobel da Economia, Paul Krugman, atribui uma probabilidade de 30 a 40% a este cenário.


PAUL_KRUGMAN_m“Não é um cenário de baixa probabilidade. As hipóteses são de 30 a 40%”, disse Paul Krugman em entrevista à Bloomberg.


O Nobel da Economia admite que a maior economia do mundo pode voltar a entrar em recessão na segunda metade deste ano, caso se desvaneçam os apoios fiscais e de política monetária.


Para Krugman, são elevadas as probabilidades de o crescimento económico não ser suficientemente robusto para impedir um novo aumento do desemprego.


O Nobel da Economia, também professor na Universidade de Princeton, acredita que a Reserva Federal vai cancelar o programa de compra de títulos hipotecários, o que irá provocar uma subida nos juros do crédito à habitação, e em resultado pressionar em baixa as vendas e os preços das casas.


Os últimos indicadores apontam para um crescimento sustentado da economia norte-americana, mas muitos economistas temem ainda que a recuperação possa ocorrer em W (duas recessões quase consecutivas) e não em V (recuperação sustentada após a recessão). Para Krugman, a probabilidade de ocorrer o primeiro cenário é ainda elevada.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Bolsa regista maior ganho dos últimos 12 anos

In "Jornal de Negócios Online":

A bolsa nacional fechou 2009 com a maior valorização anual dos últimos 12 anos, com muitas acções a registarem fortes ganhos, depois de terem sido bastante castigadas em 2008.


O PSI-20 valorizou 33,5% desde o início do ano. A última vez que o índice nacional tinha subido mais foi em 1997, altura em que ganhou 71%.


Este ano foi marcado pela recuperação, com os sectores mais castigados em 2008 a corrigirem das fortes desvalorizações. É o caso da Sonae que liderou as subidas ao avançar 99,08%, depois de no ano passado ter sido a segunda cotada que mais perdeu valor. A Sonaecom não ficou muito atrás e valorizou 92,24%, recuperando da forte queda registada em 2008


Na área da pasta de papel e da construção de sublinhar a Altri, que foi a terceira cotada a valorizar mais (90,69%) e duas construtoras – Cimpor e Teixeira Duarte – quarta e sexta empresa com a maior subida anual. Num ano de recuperação, os preços da pasta subiram, animando a empresa presidida por Paulo Fernandes.


OPA à Cimpor anima desempenho bolsista da cimenteira


Quanto ao sector da construção, a Teixeira Duarte corrigiu as fortes desvalorizações de 2008, bem como a Cimpor, mas apenas em parte, já que a OPA de que foi alvo conduziu a ganhos expressivos. A construtora tinha caído 71,39% em 2008, ficando em terceiro lugar do “ranking”das desvalorizações do PSI-20.


Já a cimenteira fecha o ano a subir 84,74%, 11,8% acima do preço oferecido na OPA. Entre os “pesos pesados”, a Galp Energia liderou ao subir 68,25%, também a corrigir mas o contributo das descobertas de petróleo no Tupi foi igualmente determinante.


Já a EDP não recuperou totalmente das fortes quedas de 2008 (39,71%) ao subir apenas 15,32%, confirmando o seu estatuto mais defensivo, já que no ano passado, situou-se entre as que menos desvalorizaram. A sua participada, EDP Renováveis, acumulou um ganho de 32,52%.


PT e Galp dois dos “pesos pesados” no topo das valorizações em 2009


Quanto ao “peso pesado” Portugal Telecom foi a décima empresa a registar a maior subida (40,36%), um desempenho positivo sobretudo se tivermos em conta que foi a quinta empresa que menos caiu em 2008. Foram várias as casas de investimento a aplaudir a estratégia da operadora em 2009.


Pela positiva uma nota ainda para a Jerónimo Martins que foi a segunda empresa que menos caiu em 2008 (26,48%) e a quinta que mais subiu (75,94%) em 2009. Também esta empresa foi alvo de várias notas positivas ao longo do ano, com muitos analitas a reverem em alta recomendações e ‘target’ para a retalhista. A chave para a continuação do seu crescimento reside na Polónia.


Banca não recupera perdas de 2008


Por outro lado, o BCP não conseguiu recuperar praticamente nada da forte desvalorização de 2008, ano em que afundou 68,98%. O maior banco privado nacional registou o pior desempenho do PSI-20 este ano ao subir apenas 3,68%. No restante sector, o BES não foi além de uma subida de 8,30%, com o BPI a destacar-se entre os bancos ao subir 21,14%.


Na Europa, este sector acumula um ganho anual de 46%, liderando as subidas em 2009.

Ver:

Impresa e Cofina fecham o ano com ganhos superiores a 100%

Matérias-primas vivem melhor ano desde 1971

BCP foi o pior do PSI-20 em 2009

Sonae sobe quase 100% e lidera ganhos no PSI-20 em 2009

Wall Street a caminho do maior ganho dos últimos seis anos

Mercados europeus registam maior valorização desde 1999

Preço do petróleo a caminho do maior ganho anual da última década

Bolsas estiveram perto da hecatombe mas acabaram em forte alta

Bolsa ganhou este ano 17,5 mil milhões de euros

 
View My Stats